Com um pouco de atraso, assim como nosso protagonista Barry Allen, assistimos ao famigerado “The Flash” estrelado por Ezra Miller e agora podemos falar mal do novo filme da DC/Warner com propriedade.
Sendo bem sincero, gostei do filme. Minhas expectativas em relação a ele eram baixas, diferente de algumas peças de marketing que vendia o longa como o melhor filme de herói já feito e todo esse blá blá blá não colou. Porém, o filme não é o desastre total que muito tem se falado.
“The Flash” é um filme divertido. para quem tem no Batman do Michael Keaton, uma referência para o homem morcego, tem um Q de nostalgia que não atrapalha. Assisti ao longa com medo que fosse um filme do Batman com um Flash correndo de um lado para o outro e foi uma boa surpresa descobrir que ele - apesar do forte apelo do marketing - é uma parte pequena do filme( deveria ter colocado um alerta de possíveis spoilers no começo do texto ???).
Apesar de ter se mostrado uma verdadeira bomba relógio, indiscutivelmente Ezra Miller é o ponto alto de “The Flash” ele realmente consegue prender sua atenção, principalmente nas cenas dramáticas. O roteiro é preguiçoso, fraco e perdido. Mas com o pouco que tem Miller faz um trabalho excelente.
O Duo do Barry Allen poderia ser menos caricato e menos sem noção, um tom poderia encaixar melhor, mas esse extremo deixa as experiências de vida das duas linhas temporais bem nítidas. Por que se no começo do filme Barry é um tanto errático, quando ele se encontra com sua versão alternativa, ele se torna mais sóbrio e firme diante de um “eu” que tem tudo que ele sempre desejou.
A Supergirl de Sasha Calle, apesar de deslumbrante no uniforme kryptoniano, e do pesado marketing, é totalmente esquecível. Mal aproveitada como todas as boas ideias que tiveram para o filme é um desperdício de personagem e de oportunidade, visto que todo universo DC está vindo abaixo, ser ousado não faria mal a ninguém.
O CGI é algo tão sofrível que nem é digno de nota, você assiste a cenas que parecem que não foram finalizadas. O diretor Andy Muschietti disse que essa era a intenção, por que quando o Flash aciona a força de aceleração a realidade a sua volta fica distorcida, mas o resultado na tela é totalmente artificial e feito de qualquer forma.
“The Flash” não chega a ser uma decepção num oceano de filmes de super heróis fracos, feitos cada vez mais em escala industrial, onde parece que a qualidade passou a ser um mero detalhe. Como tantos outros longas Flash se vale de bons momentos, ideias mal executadas e um carismático e talentoso protagonista, que você irá assistir se divertir e logo depois da cena pós crédito será somente um borrão vermelho na sua memória.


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